Os ossos mais fáceis de serem fraturados.

Quando trabalhava em academia eu comentava frequentemente com meus alunos sobre a prevenção de fraturas nas práticas de atividades físicas diversas, e como eu costumava jogar bola com os amigos e primos, eu pude ver vários se lesionando do decorrer do período em que estive ativo no futebol. O engraçado é que, por mais que futebol tenha como principal utilização dos membros inferiores, a maioria das lesões mais graves foram de membros superiores. Pois é, clavícula, rádio e escafóide foram os mais comuns entre os fraturados. Veja abaixo uma lista que separei dos ossos mais comuns de serem fraturados e suas respectivas atividades e idades que potencializam as chances de lesão.

1. Clavícula.

  • Atividades de risco: Ciclismo, futebol, rugby, skate, esportes de contato;
  • Idades mais afetadas: Crianças e adolescentes: Devido a quedas frequentes e ossos ainda em crescimento. Adultos jovens: Praticantes de esportes de impacto.

2. Rádio distal (pulso).

  • Fácil de quebrar porque: É comum usar a mão para amortecer quedas, transmitindo impacto ao punho.
  • Atividades de risco: Patinação, ginástica artística, esportes com quedas (futebol, basquete), corridas em terrenos irregulares.
  • Idades mais afetadas: Crianças: Ossos mais flexíveis, mas mais sujeitos a fraturas por quedas. Idosos: Devido à osteoporose, há maior fragilidade óssea.

3. Úmero proximal (parte superior do braço, perto do ombro).

  • Fácil de quebrar porque: Frequentemente lesionado em quedas diretas sobre o braço estendido.
  • Atividades de risco: Ciclismo, quedas em esportes como vôlei e basquete.
  • Idades mais afetadas: Idosos: Fraturas comuns por quedas associadas à perda de densidade óssea.

4. Falanges (dedos das mãos e pés).

  • Fáceis de quebrar porque: São pequenos e frequentemente atingidos em acidentes simples.
  • Atividades de risco: Artes marciais, esportes com bola (vôlei, basquete), levantamento de peso sem técnica correta.
  • Idades mais afetadas: Todas as idades: Mas especialmente jovens adultos praticantes de esportes.

5. Fêmur (especialmente o colo do fêmur, perto do quadril).

  • Fácil de quebrar em idosos, difícil em jovens devido à densidade óssea.
  • Atividades de risco: Quedas simples em idosos; esportes de alto impacto ou acidentes graves em adultos (como esqui ou ciclismo em velocidade).
  • Idades mais afetadas: Idosos (acima de 65 anos): Quedas simples em casa podem causar fraturas graves devido à osteoporose.

6. Costelas.

  • Fáceis de quebrar com impacto direto no tórax.
  • Atividades de risco: Judô, jiu-jitsu, artes marciais, esportes com colisão (futebol americano).
  • Idades mais afetadas: Adultos e idosos: Ossos menos flexíveis com o passar da idade.

Resumo por faixa etária.

Faixa EtáriaOssos Mais FraturadosRazões
Crianças (5–12 anos)Clavícula, rádio distal, falangesQuedas ao brincar/esportes escolares
Adolescentes (13–19)Clavícula, rádio distal, costelasEsportes competitivos e de impacto
Adultos (20–50)Clavícula, falanges, costelasAtividades esportivas variadas
Idosos (60+)Fêmur, úmero proximal, rádioQuedas e osteoporose

Nota pessoal:

Na minha família eu tivemos dois casos muito comuns de fratura de fêmur. Primeiro a minha avó paterna, por volta dos 80 anos de idade, teve uma fratura de fêmur enquanto caminhava na sala de casa. A pergunta então era: Ela fraturou o fêmur quando caiu no chão ou ela caiu no chão porque fraturou o fêmur? Parece besta essa pergunta, mas para pessoas com osteoporose, por exemplo, é comum isso acontecer na velhice. Minha avó ainda, era bem fraquinha, magrinha, então não descartamos que possa ter sido sim uma fratura de fêmur antes da queda.

Em contrapartida, minha avó materna, mulher forte e robusta, também na velhice, teve uma queda quando estava mais debilitada e também fraturou o fêmur. Diferente da minha avó paterna que após a queda ficou de cama até vir a falecer, não conseguiu se recuperar da queda, a minha avó materna pouco ficou na cama. Se recuperou da queda e em poucos meses já estava andando. Lembro-me que questionei até se realmente tinha tinha uma fratura de fêmur, por causa da recuperação completa, mas sim, teve e se recuperou. Mas ainda assim, entrou para as estatísticas de idosos que fraturam fêmur.

Sejam as fraturas de fêmur por queda ou osteoporose, é um fratura comum na idade avançada.


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