
Há algum tempo planejo as aulas de Educação Física escolar com base nos fatores psicomotores. Os anos iniciais do Fundamental 1 se beneficiam das valências da Psicomotricidade de acordo com as capacidades e habilidades individuais e/ou coletivas.
A Psicomotricidade não é uma prática recorrente na Educação Física nos Estados Unidos, por exemplo, e tive a oportunidade de trabalhar com um dos autores do livro ‘Making Thinking Visible’ do Harvard’s Project Zero. Mark Church, mentor e co-autor do livro, me perguntou certa vez sobre o assunto em uma de suas visitas na Escola Concept São Paulo: “…psychomotricity?… you made up this word, am I right?”
Não, disse a ele, que não havia inventado a palavra e que é uma ciência de origem francesa. Há sim a Psicomotricidade aplicada nos EUA, porém, pouco difundida. A área de treinamento já no ensino de base nos EUA é muito forte, então o foco é diferente em relação à EF construtivista que vemos bastante no Brasil e em outros lugares do mundo. Interessado sobre o assunto, ele me sugeriu traduzir os fatores psicomotores para que ele pudesse ler um pouco mais e compartilhar com professores de ‘PE’ das escolas filiadas ao Project Zero.
Desta forma, pude adicionar e mencionar a Psicomotricidade nos planejamentos IB (International Baccalaureate) aqui na Escola Internacional de Alphaville. Faço conexões com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e contextualizo nas práticas de esportes dentro das aulas de ‘PE’ para os menores. Cria-se então uma base importante do desenvolvimento motor para as crianças.
Fiz esta ilustração sobre os fatores psicomotores para abordar nos workshops da Bilingual PE. Trabalhar os fatores psicomotores e planejar as aulas mencionando-os tornou-se mais fácil de contextualizar as práticas e tornar visível os objetivos das aulas quando conectados com os projetos interdisciplinares que o IB proporciona.
Veja quais são os 7 fatores psicomotores:
- Tonicidade: Tônus muscular – força, contração das fibras musculares na execução de movimentos globais ou finos;
- Lateralidade: Trabalhar ambos os lados do corpo igualmente (estimular da mesma forma ambos os membros, sejam inferiores ou superiores);
- Equilibração: Atividades com ênfase no equilíbrio;
- Noção do Corpo: Atividades que as crianças reconheçam as partes do corpo quando estimuladas (cabecear a bola é um exemplo clássico);
- Estruturação Espaço-Temporal: Organizar atividades em diferentes dimensões da quadra. Utilizar espaços pequenos e alternar com espaços grandes;
- Praxia Grossa: Movimentos globais;
- Praxia Fina: Movimentos finos, como jogar bolinhas de gude, fazer a ‘pinça’ com os polegares.








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